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Sempre o beijo bem dado, mal vivido
E a ternura real, não verdadeira
Sempre o gesto acertado, não sentido
E a presença total, mas não inteira

Sempre a palaavra escolhida, não exata
O amor a que não basta, ser bastante
Sempre a prova de vida, que se mata
E a eternidade gasta, num instante

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Sempre escolher ficar, querendo partir
Sem nunca ser capaz, de dizer não
Sempre tanto para dar, sem conseguir
Perder no que se faz, toda a razão

Mas, meu Deus, o que eu mudo quando canto
Não sei por que acertado, desconcerto
E ganho sempre tudo, ao dar-me tanto
E sempre o que era errado, fica certo

Song details

Composition: Manuela De Freitas and Alfredo Marceneiro (Fado Pierrot)

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