Laurindo Pedra

Kayke Mello

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    Me chamo Laurindo Pedra
    Do campo sou elemento
    Carrego marcas no corpo
    Com cicatrizes do tempo
    Rolando ganhei o mundo
    Lasquei, mas sobrevivi
    Por certo guardo memórias
    Das outras pedras daqui

    Falo das boleadeiras
    Que andavam sempre a cavalo
    Voando livre nos campos
    Matando a fome num pealo
    Viram a doma de perto
    O potro, o queixo quebrado
    Viram a poeira e o tombo
    No rito de um batizado

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    Vi pedras sentando o fio
    De facas muy carneadeiras
    Tirando tentos pra os laços
    Serviço de tarde inteira
    A mesma faca afiada
    Sangrava sem ter perdão
    Descascava fruta doce
    Na sombra de um “cinamão”

    Eram de pedra as mangueiras
    Acomodadas com jeito
    Guardavam todas na forma
    Histórias do rio e do leito
    Cercaram miles de bois
    Na sesmaria da estância
    Foram castelos gigantes
    Nas brincadeiras da infância

    Não faltariam palavras
    Tampouco pedras, eu sei!
    Mas como também sou barro
    Encerro e me calarei
    Cantando a pedra inerte
    Que sela o fim da existência
    Assim que virarmos pó
    Trocando de pago e querência

    Información de la canción

    Composición: Kayke Mello y Juliano Santos

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