Briga de Cafuné

L'Affare

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    Então me dá um abraço, senta aqui
    Conversas de madrugada, planos pra fugir
    A lua tardia no céu me confessa
    'Cê some no silêncio e volta com pressa

    Se disse que não ligo, tô ligando demais
    Não troco por nada nossos assuntos banais
    O teu beijo é abrigo, teu olhar é ordem
    No quarto perigo, na cama desordem

    A busquei na chuva debaixo do portão
    Você veio chorando dizendo: Eles têm razão
    Este receio me isola no canto da sua cama
    Velho medo tolo misturado com esperança

    Terminar, não é o que a sua família quer que aconteça?
    As suas amigas zoa: Olha a Barbie com um Zé
    E minha família sabe como é: Menino ela é boa, mas vai voltar de ré
    Não liga, briga comigo, mas de cafuné

    E quando a madrugada chega fria
    De pijama rosa diz que é só mais um dia
    Que tentou me esquecer, mas não conseguia

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    Mesmo há quilômetros entre nós te sinto perto
    No busão pensando em você, isso é certo
    Acordo cedo, volto tarde, mas você me espera
    Pudera estar sempre contigo, mas coração supera
    A distância dói, mas fortalece a gente
    O que a paciência constrói é permanente

    Eu canto tanto o encanto do teu sorriso
    Pra comer escargot suplico dinheiro pro mendigo
    Relógio corre, a vida está passando
    E eu me perdendo, mas sempre te encontrando
    Menina levada fica comigo sem perigo
    A gente é teimoso, sabe o que eu digo

    Eu sou seu, e pode fazer o que quiser
    Eu não gosto, mas pode me chamar de Zé
    Você é minha, e não vai voltar de ré
    A gente briga, mas é de cafuné

    Se o passado cobra dívida com precisão
    Vem e pega mais forte minha mão
    Briga, separa, dá um tempo
    Cada sábado um novo pedido de casamento

    Sei que invento desculpas pra tudo
    Assim eu me mantenho em paz
    É que não aprendi a te dizer não
    Minha companhia ainda te satisfaz?

    Não sei se sou, o príncipe encantado que você sonhou
    Que depois do beijo o pesadelo despertou
    Pra terminar com o feitiço peço por clamor
    Não sei se sou, algo além do monstro que a vida criou
    Como a Bela e a Fera que no castelo ficou
    Pra um conto de fadas fico ao seu dispor

    Entre lírios e delírios vivemos poesia'
    Hipocrisia, terreno fértil de mente vazia
    Julgamentos sem honra, sonhar, moderna Verona
    Maldade com floreios na fala vizinha
    Romeu e Julieta escrito nas entre linhas

    O seu mundo e o meu não se batem, amor
    Mas a gente se encaixa e esquece a dor
    Podem falar do dinheiro, da casa, da cor
    Mas a nossa única briga é de conchinha
    Numa guerra de cafuné, que é só sua e minha

    Información de la canción

    Composición: Luciano Stocco

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