Irin Ajó Emi Ojisé

Léo do Cavaco

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    Me fiz emi caminheiro
    Fiel mensageiro, Orunmilá eu sou!
    Chamei o senhor do itinerário
    E vesti meu ideário
    Na poeira se alastrou
    Logo eu que forjei o amanhã
    Na floresta de Nanã mascarado a dançar
    Assentei meu saber na sua fé
    No Aiyê de Geledés, no feitiço de Iyá

    Eu segui essa banda
    É alafi, sambará
    Maleme ê, ô maleme á

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    Quando Alafin bradou a justiça de Oyó
    Alujá roncou axé, no inimigo deu um nó
    No Palácio de Xangô, Egungum rodopiou
    Ebomim girou a saia, Ayeyê de iaô

    Nas aldeias de marfim os sagrados rituais
    Pelos nossos ancestrais, uma África em fúria
    Um produto no mercado, o destino separado
    Mas a lágrima de dor se transforma em bravura
    Aos nossos filhos, herdeiros de Luanda
    De Angola e Matamba, chama de aluvaiá
    Sou a revolta que não tema a demanda
    Liberdade em Aruanda é palavra deferida
    Levo o Axé dos meus ensinamentos
    Pro futuro que se preza
    Hoje a profecia é cumprida

    Irin ajó emi ojisé, Odara!
    Irin ajó emi ojisé, Ewá!
    Meu gavião vai ao encontro do Orun
    Que na casa de Ogum, é tempo de alafiar

    Información de la canción

    Composición: Juliano, Sukata, Grandão, Wesley, Morganti, José Rifai, Guga Pacheco, Gabriel Lima, Andrezinho, Rennê Rocha, Japa Mooca, Ovelha JB, B. Cardoso, Gladzik y Dentinho do Morro

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