Espelho do Passado

Leomar e Zé Castelo

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    Olho no espelho e fico muito aborrecido
    Ao ver meu rosto deformado pela idade
    A cada espinho que aparece em minha pele
    É um pedacinho dos caminhos da saudade

    E cada fio dos meus cabelos branqueados
    Me faz lembrar os velhos tempos que se foi
    E o gemido de um cocão em meus ouvidos
    Ele recorda meu velho carro de boi

    Neste momento eu me sinto fracassado
    Até mesmo humilhado na incerteza do que sou
    Mas me conformo com o peso dos janeiros
    Sou eu o velho carreiro que o tempo calejou

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    (Já não existe o brilhante e o barroso
    Pra carrear junto comigo no espigão
    De tudo isto só me resta uma saudade
    E o meu carro lá nos fundos de um galpão)

    Já não existe o brilhante e o barroso
    Pra carrear junto comigo no espigão
    De tudo isto só me resta uma saudade
    E o meu carro encostado no galpão

    Vendo um espelho refletir o meu passado
    E o cansaço tomar conta do meu ser
    Com uma lágrima parada na garganta
    Sem esperança perco a força de viver

    Neste momento eu me sinto fracassado
    Até mesmo humilhado na incerteza do que sou
    Mas me conformo com o peso dos janeiros
    Sou eu o velho carreiro que o tempo calejou

    Información de la canción

    Composición: Leomar y João Muniz

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