Bandeira Branca

Leôncio e Leonel

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    Vou contar o que eu nunca vi
    Pro sertão e pra cidade:
    Nunca vi guerra sem tiro
    E nem cadeia sem grade,
    Nunca vi um prisioneiro
    Que não queira liberdade,
    Nunca vi mãe amorosa
    Do filho não ter saudade.

    Nunca vi homem pequeno
    Que ele não fosse papudo,
    Eu nunca vi um doutor
    Fazer falar quem é mudo,
    Nunca vi um boiadeiro
    Carregar dinheiro miúdo,
    Nunca vi homem direito
    Vestir calça de veludo.

    Eu nunca vi um carioca
    Que não fosse bom sambista,
    Nunca vi um pernambucano
    Que não fosse bom passista,
    Nunca vi um paraibano
    Que não fosse repentista,
    Nunca vi um violeiro
    Que não fizesse conquista.

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    Nunca vi um paulistano
    Da vida se maldizendo,
    Nunca vi um paranaense
    Que não esteja enriquecendo,
    Eu nunca vi um baiano
    No facão sair perdendo,
    Eu nunca vi um mineiro
    Da luta sair correndo.

    Nunca vi um catarinense
    Depois de velho aprendendo,
    Nunca vi um mato-grossense
    De medo andar tremendo,
    Eu nunca vi um gaúcho
    Pra laçar precisar treino,
    Eu nunca vi um goiano
    Por paixão beber veneno.

    Nunca vi um fazendeiro
    Andar em cavalo que manca,
    Pra fechar boca de sogra
    Não de chave, não de tranca,
    Pra terminar meu pagode
    Vou falar botando banca,
    Quero ver meus inimigos
    Levantar bandeira branca.

    Información de la canción

    Composición: Tião Carreiro y Lourival dos Santos

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