Princesa
Leôncio e Leonel
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Quem vê aquela veínha
No rancho da solidão
Ninguém diz que ela foi
A princesa do sertão
Enjeitava casamento
Machucava o coração
Com orgulho da beleza
Só fazia ingratidão
Um moço apaixonado
Muitos dele se matava
Para esquecê a princesa
Que seu peito judiava
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Princesa não percebia
Que os ano não parava
Foi perdendo seu encanto
Na velhice que chegava
Quando ela quis casá
Não achou nenhum rapaz
E desenganô da vida
Que o tempo leva e não traz
Ficou sozinha no mundo
Quando morreram seus pais
Hoje vive com a saudade
Que do seu peito não sai
Parece flor desfoiada
Pisada pela tristeza
A cabocla mais bonita
Sem encanto e sem presteza
É uma velha muito feia
Como exemplo às princesa
Que a beleza não é glória
É um dom da natureza