Voz de Criança

Leôncio e Leonel

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    Sentada num banco frio, a criminosa
    Ouvia a cruel senteça que a condenava
    Por ter matado o amante que sem piedade
    De seu filhinho querido que tanto judiava

    Enquanto toda a assistência batia palma
    Se ouviu uma voz de criança gritando assim
    Não prendam mamãe, não prendam, por Deus eu peço
    É ela que neste mundo cuida de mim

    Aquela voz de criança era seu filhinho
    Pedaço de amor que ela matou sem pena
    Mas era tão pequenino que seu lamento
    Não chegou na alta côrte da lei terrena

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    E hoje junto a cadeia da criminosa
    Aquela criança vive no desabrigo
    Chamando, Vem mamãezinha que eu tenho frio
    Quero dormir nos seus braços e sonhar contigo

    Nas grades fria o vento gemendo chega
    Trazendo a voz comovente de seu filhinho
    E ela ouvindo não pode estender os braço
    Para enxugar o pranto de seus olhinhos

    E entre as crianças pobres abandonada
    Aquela criança vive de déo em déo
    Traído na lei da terra, só com a morte
    Espera encontrar justiça na lei do céu

    Información de la canción

    Composición: Jose Fortuna

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