Alma de Campo

Leôncio Severo

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    Quando o aramado da poesia sem mordaças
    Vai se enfurnando no teclado da cordeona
    O alambrador abre cancelas pra quem passa
    Atando atilhos de cantigas redomonas...

    Mas se em tropel se transforma a lida braba
    Ajunta as garras pra changuear de domador
    Porque carregada no bocal ainda com baba
    A ponteçuela de um cantar manso de amor...

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    Alma de campo, voz de cincerro,
    Luzita acesa, de pirilampo,
    Cantam esporas vida a fora
    Da sempre tesa alma de campo...

    E nos invernos quando apeiam chuvas frias
    É trançador a sovar tentos de rimas
    Com passadores e botões nas melodias
    Que aos galponeiros são crioulas obras primas...

    Alma de campo que o tropeiro traz ao peito
    Onde se aninha um gaúcho coração
    Campeiro canto que fazemos rumo feito
    Dando "o de casa" no retorno pra o galpão...

    Song details

    Composition: Lauro Simoes and Nelcy Vargas

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