Nostalgia de Domador

Leôncio Severo

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    Que pucha alma gaúcha companheira da existência
    Nos resta manter a essência
    Já que o corpo tem limite
    E se o tempo nos permitir a lucidez da consciência
    Ao longo dessa vivência
    Eu tenho um olhar mais triste

    Olhar profundo que guarda
    Potradas com maestria
    E a mais rude nostalgia
    Do peito de um domador

    Recuerdo sangrador
    De um bocalzito sovado
    Que muito me fez costado
    Por isso entende essa dor

    E até o silêncio das garras
    Guarda a saudade sentida
    Pois a rudeza da lida
    Não limita o sentimento

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    Este xucro ensinamento
    Provém da autenticidade
    Mais vale sentir saudade
    Que viver de esquecimento

    Que pucha alma gaúcha de incomparável valor
    Já que Deus vem no fiador
    Amadrinhando a vivência
    Cultivamos nossa essência e o dom da sinceridade
    É dura a realidade
    De quem mantém a aparências

    A idade pesa no lombo
    E a vida mais além
    Quem muito quer pouco tem
    E querendo pouco pra mim

    Domei potradas enfim
    Sem pensar em recompensa
    Nostalgica diferença
    Que me faz viver assim

    E até o silêncio das garras
    Guarda as saudades sentidas

    Song details

    Composition: Ricardo Martins and Zeca Alves

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