Pelo Fio do Alambrado

Leonel Gomez

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    Ao passo clareia o dia
    Tranqueando igual ao cavalo
    A cerca do alambrado
    Pelos fios, levava a vida
    A d'alva já de escondia
    No aconchego das macegas
    E a trança firme da rédea
    Baixo ao poncho se perdía

    Chora o sereno caído
    O fio liso do alambrado
    Mágoas que guardou o farpado
    Pra enferrujar-se em seguida
    Se vai a cerca estendida
    Guardando o limo da trama
    D'onde uma teia de aranha
    Tece o seu rumo de vida

    O mesmo fio do alambrado
    Que já me foi guitarreiro
    Atorou a pata do oveiro
    Entre o machinho e o casco
    Junto ao potreiro dos guaxos
    De uma estância alheia
    Relincha por volta e meia
    Sentindo quando me aparto

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    Vou olhando o alambrado
    Pois entre as coisas que guarda
    Fica um naco da minh'alma
    Ali na estância pra trás
    E, por certo, muito mais
    Quando chegar lá nas casas
    O meu piá com os olhos d'água
    E um cabrestito, no más

    O alambrado no passo
    Como uma potra gateada
    Guarda a crina da cruzada
    De alguma enchente matreira
    Me apeio na porteira
    Desprendo a argola da trama
    E uma estrada se derrama
    Por duas cercas lindeiras

    E ao passo se chega a noite
    Num mesmo trote a cavalo
    E a luz traz seu regalo
    Luzindo o arame de cima
    A d'alva na sua rotina
    De espiar o dia passado
    E a cerca do alambrado
    Pelos fios levava a vida

    Información de la canción

    Composición: Leonel Gomez, Evair Gomez y Fernando Soares

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