Atlas

LetoDie

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    É
    Alguns homens nascem para os tempos de paz
    E alguns homens, para os tempos de guerra
    Não carregamos essa responsa porque queremos
    Carregamos porque podemos
    Porque alguém precisa carregar

    Insistir mesmo cansado
    Encarar o medo para que os seus não o sintam
    Ter o corpo forte e a mente armada
    Matar ou morrer se necessário
    Mas se recusar a desistir

    Por cada expectativa, cada promessa feita em silêncio
    Cada olhar que espera que você resolva
    Porque te vê como anjo da guarda

    No fim, tu cantas tua canção de guerra
    E aceitas que o mundo vai pesar muito mais do que tu imaginas
    Mesmo assim tu te levantas
    Não para provar algo para o mundo
    Mas para proteger o que é teu

    Alguns homens sustentam os céus
    Quando ninguém percebe que ele poderia cair

    (Li-Liip on the track)

    Porra! Não me sinto mais jovem
    Caralho, eu não posso errar
    Meu mundo desmoronaria
    Se acaso um dia tropeçar

    O peso aperta meu peito
    Tem hora que é ruim respirar
    Mas que outra opção eu teria
    Se não a de continuar?

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    Todos esperam de mim
    Alguns se espelham em mim
    Quem veio de onde vim
    Não me pergunte também

    Não planejei tanto assim
    Nunca busquei ser alguém
    Pra fama não disse sim
    Mas embarquei nesse trem

    O que me espera no fim?
    Bom ou ruim, eu me pergunto o que vem

    Tomei a responsa e corri atrás
    Mano, não é isso que um homem faz?
    Viver na guerra em busca de paz
    Alcançar ela e já não saber mais

    A ambição de quando era um rapaz
    Só te aprisiona, não te satisfaz
    Vazio estranho que nunca desfaz
    Talvez não devesse pensar demais

    Quem dera tudo fosse simples
    Viver como um dia vivemos
    Se tudo fosse como sonhamos
    Quando éramos pequenos

    O tempo leva quem nós amamos
    Não para, continua correndo
    O espelho escancara o que julgamos
    Desculpa, eu também tô aprendendo

    É que as coisas que fiz me formaram, mano
    Eu não nego minha natureza
    Sempre duvidei do que ensinaram
    E nunca tive assim tanta certeza

    Veja só como nos enganaram
    É que ter dinheiro não é ter riqueza
    Não se sangra onde tubarões nadam
    Mano, eu não posso demonstrar fraqueza

    Pois já não me sinto mais jovem
    E não tenho tempo pra errar
    Eu nunca me perdoaria
    Se acaso um dia fracassar

    A responsa aperta meu peito
    Tem hora que é ruim respirar
    Mas que outra opção eu teria
    Se não a de continuar?

    Ninguém entende no fim
    Alguns dependem de mim
    Quem veio de onde vim
    Até me acusa também

    Não me importo tanto assim
    Sem pagar pau pra ninguém
    Construí tudo sozinho
    Orgulho não é desdém

    O que espero de mim?
    Bom
    Eu me pergunto o que vem

    Eu me pergunto o que vem
    Eu me pergunto o que vem
    Eu me pergunto o que vem

    Información de la canción

    Composición: LetoDie y LetoDie @leto.die

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