É Alguns homens nascem para os tempos de paz E alguns homens, para os tempos de guerra Não carregamos essa responsa porque queremos Carregamos porque podemos Porque alguém precisa carregar Insistir mesmo cansado Encarar o medo para que os seus não o sintam Ter o corpo forte e a mente armada Matar ou morrer se necessário Mas se recusar a desistir Por cada expectativa, cada promessa feita em silêncio Cada olhar que espera que você resolva Porque te vê como anjo da guarda No fim, tu cantas tua canção de guerra E aceitas que o mundo vai pesar muito mais do que tu imaginas Mesmo assim tu te levantas Não para provar algo para o mundo Mas para proteger o que é teu Alguns homens sustentam os céus Quando ninguém percebe que ele poderia cair (Li-Liip on the track) Porra! Não me sinto mais jovem Caralho, eu não posso errar Meu mundo desmoronaria Se acaso um dia tropeçar O peso aperta meu peito Tem hora que é ruim respirar Mas que outra opção eu teria Se não a de continuar? Todos esperam de mim Alguns se espelham em mim Quem veio de onde vim Não me pergunte também Não planejei tanto assim Nunca busquei ser alguém Pra fama não disse sim Mas embarquei nesse trem O que me espera no fim? Bom ou ruim, eu me pergunto o que vem Tomei a responsa e corri atrás Mano, não é isso que um homem faz? Viver na guerra em busca de paz Alcançar ela e já não saber mais A ambição de quando era um rapaz Só te aprisiona, não te satisfaz Vazio estranho que nunca desfaz Talvez não devesse pensar demais Quem dera tudo fosse simples Viver como um dia vivemos Se tudo fosse como sonhamos Quando éramos pequenos O tempo leva quem nós amamos Não para, continua correndo O espelho escancara o que julgamos Desculpa, eu também tô aprendendo É que as coisas que fiz me formaram, mano Eu não nego minha natureza Sempre duvidei do que ensinaram E nunca tive assim tanta certeza Veja só como nos enganaram É que ter dinheiro não é ter riqueza Não se sangra onde tubarões nadam Mano, eu não posso demonstrar fraqueza Pois já não me sinto mais jovem E não tenho tempo pra errar Eu nunca me perdoaria Se acaso um dia fracassar A responsa aperta meu peito Tem hora que é ruim respirar Mas que outra opção eu teria Se não a de continuar? Ninguém entende no fim Alguns dependem de mim Quem veio de onde vim Até me acusa também Não me importo tanto assim Sem pagar pau pra ninguém Construí tudo sozinho Orgulho não é desdém O que espero de mim? Bom Eu me pergunto o que vem Eu me pergunto o que vem Eu me pergunto o que vem Eu me pergunto o que vem