Tenho Voz No Coração

Lisandro Amaral

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    E na moldura ovalada
    Do tempo dos bons avós
    O preto e branco de nós
    Domadores do rincão
    Pra continuar a nação
    Homens daqui cuidam gado
    Pelo tempo emoldurado
    No ferro do coração

    E sim a pulso de gente
    Somos então queixo duro
    Emoldurados no escuro
    Do preto e branco do não
    Cancioneiros de um rincão
    Que teima em fazer barulho
    Nas sangas do pedregulho
    Que lava o bom coração

    Firma a cabeça, Donato
    Me dá cabresto, Florindo
    Deixa no mais que vai lindo
    Queixo roxo, bagualão!
    Numa tarde a imensidão
    Parou no ar donde eu creio
    E fui buscar meus arreio
    Pra benzer o coração
    E fui buscar meus arreio
    Pra dar paz ao coração

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    Pingava o suor da tarde
    No rosto da noite nova
    E o tempo em segunda sova
    Caminhava no rincão
    O país dizendo não
    Me garante ganadeiro
    No bolso pouco dinheiro
    E a alma inteira na mão
    No bolso pouco dinheiro
    E a alma inteira na mão

    Firma a cabeça, Donato
    Me dá cabresto, Florindo
    Deixa no mais que vai lindo
    Queixo roxo, bagualão!
    Numa tarde a imensidão
    Parou no ar donde eu creio
    E fui buscar meus arreio
    Pra dar paz ao coração

    Firma a cabeça, Donato
    Me dá cabresto, Florindo
    Deixa no mais que vai lindo
    Queixo roxo, bagualão!
    Numa tarde a imensidão
    Parou no ar donde eu creio
    E fui buscar meus arreio
    Pra benzer o coração

    No bolso pouco dinheiro
    E a alma inteira na mão
    Nas sangas do pedregulho
    Que lava o bom coração

    Song details

    Composition: Lisandro Amaral

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