Esfinge de Estilhaços

Lobão

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    Oh! Ironia
    Era um poeta que um dia
    Assobiou ao acaso
    E por surpresa, quem diria
    Era eu sua montanha desmoronada
    Sua vitoriosa derrocada
    Sua honestidade tardia
    Me desmorono, pela vontade, pela potência
    E me transformo numa esfinge de estilhaços
    Dando graças a algum deus muito distante
    Ou o representante de todas as mortes no céu
    Um céu, há muito tempo, morto de estrelas
    Morto, morto, morto
    E quem sabe?! Pela força da sua traição
    Pelo sangue jorrando de uma só veia
    De uma transbordada paixão!
    A medida sendo a falta, seja lá qual for a falta
    Falha, amor, infâmia, elegância
    Eu amo duelar com todas as partes da existência
    Vida, morte, vitória, fracasso, vazio
    Um derradeiro sopro de audácia
    Dessa indecifrável coragem
    Reerguendo com a astúcia de um gesto lento
    Uma inevitável eternidade

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    Información de la canción

    Composición: Lobao

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