O Cálice e a Armadura

Lord Trebor

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    Ouro escondido sob o pó do asfalto
    Um silêncio que grita do prédio mais alto
    No cafezinho amargo, no ponto de ônibus
    Há um pacto invisível entre todos nós, anônimos

    Ninguém vê o sangue que rega o jardim
    Mas todo mundo quer a flor no final, enfim
    É o cansaço sagrado de quem não descansa
    Uma guerra travada em nome da herança

    Não é sobre o brilho, é sobre o carvão
    Que queima no peito e aquece a mão
    O amor é um crime que ninguém confessa
    Uma dívida eterna paga com pressa

    É o peso que flutua, é a dor que seduz
    Eu carrego o escuro pra que eles sejam luz
    Quanto mais eu me quebro, mais forte eu sou
    Onde o mundo desiste, é lá que eu vou

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    É um vício de alma, um laço de nó
    Amar é morrer pra não ser um só

    No escritório cinza ou na mesa de jantar
    Há um altar oculto em cada olhar
    É o sacrifício que não tem cartaz
    A paz que se faz com o que o ego desfaz

    Eu dobro o joelho pra o céu não cair
    Eu perco o meu solo pra eles subirem daqui

    É o peso que flutua, é a dor que seduz
    Eu carrego o escuro pra que eles sejam luz
    Quanto mais eu me quebro, mais forte eu sou
    Onde o mundo desiste, foi lá que eu vou

    É um vício de alma, um laço de nó
    Amar é morrer pra não ser um só

    O espinho é o mestre, a ferida é a porta
    O que é fácil apodrece, o que custa não morta
    Eu bebo o veneno pra dar o perdão
    A minha derrota é a minha ascensão
    (Não é por mim, mas é em mim)
    Hum

    O nó que liberta
    O peso que faz voar
    Se eu cair hoje, é pra eles herdarem o chão
    O amor é a glória da crucificação
    (Vicia, dói, mas liberta)

    Información de la canción

    Composición: lord trebor

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