Pano Escarlate

Luciano Alves

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    Um pano escarlate
    Unindo os fios de nossas vidas divididas
    Mesa posta e ornamentada com a graça do vento da vida
    Um anjo emprestado
    Qualquer caminho levaria ao teu abrigo
    Estava escrito na mais remota estrela do infinito

    Venenos da malícia
    Doses homeopáticas de luz
    Gritos de expulsar qualquer sinônimo
    De tudo que é preciso carregar como uma cruz
    E ao olhar mágico da lua
    Já os pecados eram da carne e não da alma
    Cada máscara de nossas desventuras desfaziam-se uma a uma

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    Antígona e Afrodite
    Gota d'água e tempestade
    Suas raízes atravessaram meu peito
    Tornei-me a metade
    Você que é meu espelho
    Sabe que nada cresce sem a chuva
    Suas palavras e atos se ajustam
    Como a mão dentro da luva

    Um pano escarlate
    Balanço que é o meu estopim
    Alquimia da vaidade mergulhada
    Num sorriso brando, branco marfim
    Hoje tudo é incomum, movimentado, colorido
    Visões do que é a verdadeira revolução
    Sem cadência previsível, lei ou verdade intransponível
    Perene doação

    Song details

    Composition: Luciano Alves

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