Meu Deus
Luckpain
Meu Deus
Vem cá ver isto!
Se tu não estás?
O que vai ser de mim?
Meu Deus
Porque há-de ser assim?
Se tu não estás?
O que vai ser de mim?
Será que me vês?
Para onde é que eu vou?
Será a minha vez?
A luz apagou
Não aguento de pé
Agarro-me a fé
Contigo por perto
Em trilho incerto
Sem rumo ou norte
Perdido com sorte
Mas sinto o cansaço
Deste mundo palhaço
A cada momento
Fico sem um pedaço
Sê o meu alento
No teu santo abraço
Podes-me escutar
Vem-me procurar
A má fé me tocou
Luto com a ira
De quem não acrescenta, e só me retira
Roubaram o brilho
Pensa no teu filho
Que possa brilhar
Sem sombras no ar
Que encontre a vida
Cheia e prometida
Que viva a verdade
Sem dor nem maldade
Que merece um futuro
Livre do escuro
Meu Deus
Vem cá ver isto!
Se tu não estás?
O que vai ser de mim?
Meu Deus
Porque há-de ser assim?
Se tu não estás?
O que vai ser de mim?
Vejo gente vazia
Cheia de fantasia
Sorrisos no rosto
Mas a alma sombria
Falam sobre paz
Mas sem direção
Vestem a bondade
Mas é tudo ilusão
A dor escondida
Sempre repetida
Com a mágoa contida
Na alma perdida
Ela está mascarada
A inveja armada
Ferida antiga
Mal disfarçada
Promessas ao vento
Sem qualquer raiz
Falam de sentimento
Num mundo infeliz
Cheios de rancor
Espalham veneno
Falam de amor
Mas vivem pequeno
Sorrisos quebrados
Escondem o olhar
Sonhos cansados
De tanto esperar
Almas fechadas
Sem voz pra falar
Feridas marcadas
Com medo de amar
Meu Deus
Vem cá ver isto!
Se tu não estás?
O que vai ser de mim?
Meu Deus
Porque há-de ser assim?
Se tu não estás?
O que vai ser de mim?