Vila do Sossego
Luiz Caldas
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O, eu não sei se eram os antigos que diziam
Em seus papiros, Papillon já me dizia
Que nas torturas toda carne se trai
E normalmente, comumente, fatalmente, felizmente
Displicentemente, o nervo se contrai, vai
(Ô-ô-ô-ô) com precisão, ê, ô
Eu quero ouvir o coral, vai!
Nos aviões que vomitavam paraquedas
Nas casamatas, casas vivas, caso morras
E nos delírios meus grilos temer
O casamento, o rompimento, o sacramento, o documento
Como um passatempo quero mais te ver
(Ô-ô-ô-ô) com aflição, ê, ô
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Meu treponema não é pálido nem viscoso
Os meus gametas se agrupam no meu som
E as querubinas meninas rever
Um compromisso submisso, rebuliço no cortiço
Chame o padre Ciço para me benzer
(Ô-ô-ô-ô) com devoção, ê, ô, ô