Os Quatro Charruas

Luis H. Rocha

    Continúa después del anuncio

    Em pedras assentadas
    Pelo império romano
    Onde pisou o Rei Sol
    Um reinado desumano

    Foi nesta mesma rua
    Numa manhã tão fria
    Um bravo índio charrua
    Da morte se escondia

    A cidade de Lyon
    Mantinha aprisionada
    Quatro vidas, quatro faces
    De uma tribo destroçada

    Na província cisplatina
    No arroio Salsipuedes
    Se fez a grande chacina
    Que ninguém mais esquece

    Senaqué, o pajé
    Velho cacique, Vaimacá
    Tacuabé, o guerreiro
    Guyunusa e sua filha
    Foram todos morrendo
    De saudade e amargura
    De um mundo que a alma
    Não salva, só captura

    O exército de Fructuoso
    De um jeito doloroso
    Matou toda coragem
    Era ele, o selvagem

    Continúa después del anuncio

    E a história piora, sem dó
    Sem demora, quatro bravos
    Para Lyon foram embora
    Nas correntes dos escravos

    Expostos como animais
    Em palcos teatrais
    Sem alma, sem chão
    Longe dos ancestrais

    Longe, tão longe do pampa
    Longe da terra e do rio
    Cavalgavam o silêncio
    De quem já sucumbiu

    Em meio a esta armadilha
    Guyunusa, antes da morte
    A Tacuabé deu sua filha
    Da Bastilha fugiram ao norte

    Senaqué, o pajé
    Velho cacique, Vaimacá
    Tacuabé, o guerreiro
    Guyunusa e sua filha
    Foram todos morrendo
    De saudade e amargura
    De um mundo que a alma
    Não salva... Só captura

    Tacuabé ainda cavalga
    Nas infames noites de verão
    Em torno de Notre-Dame
    Do Triunfo e do Panteão

    Os cascos do seu cavalo
    Mandam faíscas pra Deus
    Pra que nunca seja esquecido
    Nunca mais, nenhum dos seus

    Toda essa resistência
    Que se tem hoje em dia
    Faz parte da cultura
    É gaúcha, é charrua

    No pampa, nas margens do Saône
    Ecoa o grito de Cabuaté
    Libertad ou Liberté!
    O charrua segue em pé

    Información de la canción

    Composición: Luis H. Rocha

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión