Eu, Brasileiro

Luis Perequê

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    Eu brasileiro, eu!
    Euroafroíndio, euroafroíndio, euroafroíndio, eu!
    Eu sou da água do coco
    Do toco do pindoba
    Da goga que sobra do caxinguelê
    Mistura de raça, graça na postura
    Jogo de cintura, jeito de viver

    Eu brasileiro eu!
    Euroafroíndio, euroafroíndio, euroafroíndio, eu!

    Brasileiro
    De brancos ponteios de viola
    De negros tambores de Angola
    Pele morena, cocar de pena
    Pena de arara, cara de índio
    Minha cara!

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    Cara de nego maluco
    Mucungo é suco de cana
    Mucama é dama africana
    Cachaça, cana caiu!
    Quem descobriu o Brasil

    Não foi eu, nem você nem Cabral
    Quem levou o pau-Brasil
    Não foi eu nem você, ninguém viu!
    Eu brasileiro eu!
    Euroafroíndio, euroafroíndio, euroafroíndio, eu!

    Brasileiro
    Negro é raça
    Preto é cor
    Quanta graça, quanta dor
    Nos olhos de minha mãe
    Lembranças de meu avô

    Meu avô que era banto, era preto
    Minha avó, uma preta outra branca
    Minha alma mestiça hoje canta
    Minha canção mestiça nação
    Miscigenação!

    Meu avô veio nas caravelas
    Minha avó num navio negreiro
    Num terreiro um sinhô gostou dela
    Da senzala sai brasileiro

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