O Visitante

Luiz Ayrão

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    Um poderoso mercador
    Convidou nosso senhor
    Para uma ceia em seu louvor
    Em seu palácio de cristais

    Dispensou, então, os serviçais
    E, em meio à luz dos castiçais
    Esperava por Jesus
    O da barca, o da cruz e da paz

    E alí estava sobre a mesa
    Todo luxo e a riqueza
    Iguarias á vontade
    E tanta fartura, com franqueza
    Mataria, com certeza
    Toda a fome da cidade

    E esperando já à porta, impaciente
    O mercador viu, de repente
    Um casal, com uma criança
    E mal pediu-lhe abrigo, o retirante
    O não desconcertante
    Cortou-lhe a esperança

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    Lá, lá, la ra, la, lá, lá lá

    E, de repente, aconteceu
    Que a repressão apareceu
    E o jovem perseguido se escondeu
    Nas sombras do palácio de cristais

    Ele, no jardim se ocultou
    Disse o mercador e o entregou
    É que eu espero um visitante
    Famoso, importante
    Que é o salvador

    E ao ver que Jesus não vinha mais
    Quebrou todos os cristais
    Esmagando grão por grão
    E enraivecido escurraçava
    Um cão faminto que catava
    As migalhas pelo chão

    E blasfemava: Oh, Jesus! Por que não veio
    Logo eu que tanto creio
    E o senhor lhe respondeu
    Você é o pior dos descortezes
    Já estive aí três vezes
    E você não me atendeu

    Você é o mais tolo dos burgueses
    Já estive aí três vezes
    E você não percebeu

    Información de la canción

    Composición: Cidney Eduardo Da Conceicao y Luiz Ayrao

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