Ditado de Dantes

Luiz Cabral

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Tono:
F C7 Peguei os ditado antigo, que ouvi
F da boca do povo.
C7 Na mente deste poeta, surgiu este
F tema novo.
Bb F Na casa que mulher manda, até o
C7 F galo bota ovo.
F C7 No lugar que me criei os ditados
F mais ousados
C7 Se for pra morrer dormindo, quero
F viver acordado.
Bb F C7 Se a morte for descanso, prefiro
F viver cansado.
F C7 Eu não odeio o passado, bendizer
F a deus me resta.
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C7 Sou meio passarinheiro, não gosto
F muito de festa.
Bb F C7 Onde tem ajuntamento, sempre tem
F um que não presta.
F C7 Minha mãe quando eu saia, dizia
F tome cuidado.
C7 Andar com má companhia, tu pode ser
F engambelado.
Bb F C7 É melhor andar sozinho, do que
F mal acompanhado.
F C7 No centro da capital, uma vez
F quase que morro.
C7 Numa bronca de amigo, apanhava se
F eu não corro.
Bb F Mais vale um cachorro amigo, que
C7 F um amigo cachorro.
F C7 O povo antigo falava, com tanta
F sabedoria.
C7 Recordo como se hoje, quando minha
F mãe dizia.
Bb F Quando a promessa é demais, até o
C7 F santo desconfia.
F C7 Aos pais que amam seus filhos não
F se esqueçam do ditado.
C7 Que um cipó depois de seco, não
F pode dar nó serrado.
Bb F Se da nó enquanto é novo, pra
C7 F depois não ser quebrado.
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Composición: Luiz Cabral

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