Infância
Luiz de Castro
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Entrei com nove anos na estrada
Peguei de cara sol, poeirada
Nunca foi cedo pra eu acordar de manhã
Sob o dia só fez bem despertar
Rio abaixo se fez minha sina
Sonhar com o doce mel das cafifas
Gastar pureza e o brilho do olhar
Boas peladas de esquina, uma briga, um balão
Noite e dia só fez bem despertar
Lá se vão vinte e cinco
Sorriso e chorar
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Na brincadeira de infância
A rua foi sempre o quintal
Bis