Filha de Netuno

Luiz Lorhans

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    Cavalgar num Dédalo sobre a caleche perdida, que trafega num horizonte de escombros dos que renegam a vida.

    Na penumbra de uma Harpia, nos casquinar das intrigas que rastejam com a hoste morta devorada por Hidra.

    Desfrutar do teu olhar de Medusa, não há quem conduza o coração, refratando a paixão mais pura,
    sucumbindo a solidão de quem beira a razão da loucura e desfalece com sofreguidão.

    Mergulhar no teu mar de segredos e me perder em devaneio,
    e buscar me aquecer no calor do teu beijo.

    E tentar, quanto mais tento, caio em desespero.

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    Te encontrar e trancá-la sob o pulsar do meu peito.

    Num castelo movido de areia, na masmorra presa à nolição, na carruagem que no ar vagueia, no rutilar de toda imensidão.

    No abissal que teu lar margeia sob os pilares da incompreensão, devolvo a Netuno a bela Sereia e vivo os regalos da vã servidão.

    Mergulhar no teu mar de segredos e me perder em devaneio.

    e buscar me aquecer no calor do teu beijo.

    E tentar, quanto mais tento, caio em desespero.

    Te encontrar e trancá-la sob o pulsar do meu peito

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