Canto de Apelo

Luiz Marenco

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    Campeiro monta a cavalo
    Nestas sobradas razões
    Pra cantar o genuíno
    Canto xucro dos galpões
    Que amanheceu, clareou pátria
    Pelos primeiros tições

    Traz a gaita voz trocada
    Mais autêntica e mais sã
    Traz a essência pra os palcos
    Com vibração de tajã
    Traz nosso canto mais puro
    Pra que se cante amanhã

    Traz a voz do campo ermo
    Simplicidade e beleza
    O canto dos banhadais
    Com refrão de correnteza
    Misto de céu e eterno
    Na canção da natureza

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    Que dos palcos saiam cantos
    Que entrem pelos galpões
    Trazendo alento e consciência
    Pra campeiros e patrões
    Entrem nas rodas de mates
    Pelas charlas dos fogões

    Que cada som de guitarra
    Traga a alma em sinfonia
    Tenha a pureza de cernos
    Numa simples melodia
    Tenha a constância do mate
    Recomece a cada dia

    Este é um apelo campeiro
    Que solto porteira a fora
    Na esperança que floresçam
    Lindas e novas auroras
    Pra que os garras do futuro
    Ainda calcem esporas

    Que dos palcos saiam cantos

    Song details

    Composition: Eron Vaz Mattos

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