Campeiro monta a cavalo Nestas sobradas razões Pra cantar o genuíno Canto xucro dos galpões Que amanheceu, clareou pátria Pelos primeiros tições Traz a gaita voz trocada Mais autêntica e mais sã Traz a essência pra os palcos Com vibração de tajã Traz nosso canto mais puro Pra que se cante amanhã Traz a voz do campo ermo Simplicidade e beleza O canto dos banhadais Com refrão de correnteza Misto de céu e eterno Na canção da natureza Que dos palcos saiam cantos Que entrem pelos galpões Trazendo alento e consciência Pra campeiros e patrões Entrem nas rodas de mates Pelas charlas dos fogões Que cada som de guitarra Traga a alma em sinfonia Tenha a pureza de cernos Numa simples melodia Tenha a constância do mate Recomece a cada dia Este é um apelo campeiro Que solto porteira a fora Na esperança que floresçam Lindas e novas auroras Pra que os garras do futuro Ainda calcem esporas Que dos palcos saiam cantos