De Boca Em Boca

Luiz Marenco

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    Andam falando por aí, de boca em boca
    Que a nossa fibra e nossa raça esmoreceu
    E andam pisando em nosso pala
    Quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu
    Quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu

    Nosso cobre na guaiaca anda minguado
    Pela coxilha a nuvem negra campereia
    A pátria grande olha pra além do horizonte
    E, aqui nos pago', a incerteza nos maneia
    A pátria grande olha pra além do horizonte
    E, aqui nos pago', a incerteza nos maneia

    E andam falando por aí, de boca em boca
    Que a nossa fibra e nossa raça esmoreceu
    E andam pisando em nosso pala
    Quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu

    A nossa garra vem dos tempos das patreadas
    A nossa fibra é a semente do passado
    E o destemor é porque nunca aqui nos pagos
    Por estrangeiros, nosso pala foi pisado
    E o destemor é porque nunca aqui nos pagos
    Por estrangeiros, nosso pala foi pisado

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    Andam falando por aí, de boca em boca
    Que a nossa fibra e nossa raça esmoreceu
    E andam pisando em nosso pala
    Quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu

    Meus irmãos, abram gaitas e gargantas
    Numa canção que leve a fé por onde ande
    E um canto livre há de elevar-se das coxilhas
    Mostrando a raça deste povo do Rio Grande
    E um canto livre há de elevar-se das coxilhas
    Mostrando a raça deste povo do Rio Grande

    Deixem que eles falem por aí, de boca em boca
    Pois a nossa fibra e nossa garra não morreu
    E ninguém pisa em nosso pala
    Quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu

    O sangue guapo dos heróis e dos valentes
    Que ainda corre adormecido em nossas veias
    Há de aquecer-se em novas rondas e vigílias
    Nos dando força pra arrebentar as maneias
    Há de aquecer-se em novas rondas e vigílias
    Nos dando força pra arrebentar as maneias

    Deixem que eles falem por aí, de boca em boca
    Pois a nossa fibra e nossa garra não morreu
    E ninguém pisa em nosso pala
    Quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu
    E quem consente é, certamente, porque a fibra já perdeu

    Song details

    Composition: José Atanásio Borges Pinto, Chaloy Jara, and Cenair Maicá

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