Décima Das Pelagens

Luiz Marenco

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    Quebro o cacho à canta galo só pra escutar o chinedo
    Falando meio em segredo do pêlo do meu cavalo
    Eu nunca fui bom aluno, mas fiz meus primeiros poemas
    Escrevendo com a chilena na paleta de um lobuno

    Tirante o pêlo melado, qualquer flete dá de estouro
    Se boto as garras num mouro, saio a tourear delegado
    De a cavalo num rosilho, encontro qualquer atalho
    E sou um conde de baralho no lombo d'um douradilho

    Tostado, quero pro campo, gateado é sempre buenacho
    Inda mais se quebro o cacho lá onde a China prende o grampo
    O tordilho pra o rio cheio, negro, salino ou vinagre
    Chega a parecer um bagre que se escapou com os arreio

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    Zaino, sebruno, azulego, baio ruano, oveiro chita
    Enche de China bonita em cada rancho onde chego
    Alazão, pangaré, picaço, peão, patrão ou capataz
    A sorte é a gente que faz e meu pingo, meu pingo sou eu quem faço

    Ah! Velho rio grande alçado
    Se o mundo, um dia, afundasse
    Talvez, só tu se escapasse
    No lombo de um Colorado

    Quebro o cacho à canta galo
    Só pra escutar o chinaredo
    Falando meio em segredo
    Do pêlo do meu cavalo

    Ah! Velho rio grande alçado, se o mundo, um dia, afundasse
    Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado
    Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado
    Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado

    Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado
    Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado
    Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado
    Talvez, só tu

    Song details

    Composition: Jayme Caetano Braun and Luiz Marenco

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