Gateada Madrinha
Luiz Marenco
- A
- Bm
- E7
Continues after the ad
Key:
A Vinha o sol de bico aberto noE7 canto de um galo novo E a manhã fazendo pouso lá porA detrás do capão A indiada apertando a cincha, numE7 bate-bate de argolas E um choro fino de esporas, comoA clarim do galpão. Eguada de cria ao pé, com sereno noE7 topete Que clareou costeando o brete,A talvez pressentindo o chão Cada tordilha mais linda, umasE7 chucras, outras mansasBm E um cusco que é das confianças praE7 lidar com a criação E um cusco que é das confianças praA lidar com a criação.Continues after the adRefrão:A "Num grito de abre a porteira tropilha se esparramando A potrada se trompando contra asE7 éguas na saídaBm Mais lembrava um olho d`agua , queE7 da terra ia surgindo E serpenteava sumindo, por entre aA várzea comprida."A No lombo de um zaíno louco,E7 sestroso e passarinheiro Um campeiro abria o peito, entre aA poeira e o tropel Até previa o momento que o maulaE7 fosse sentando Renegando de um zurrilho, que a diasA se foi pro céu. Um cincerro no pescoço, num costadoE7 musical De uma gateada cardal, madrinha porA experiência. O capataz bem de longe, num bicoE7 branco calçadoBm Parecia um delegado, nos setembrosE7 da querência Parecia um delegado, nos setembrosA da querência.A Talvez tivesse na idéia, mirando campo e estrada De soltar essa gateada na frente deE7 uma tropilhaBm Pra invernar n`algum rincão, osE7 tubunas do poder Que fazem o povo sofrer, taperandoA estas coxilhas.