G C D7 C D7 G D7G° G Bm7 Bbm7 Am7 Na sombra de um bolicho à beira estrada, daqueles que do mundo se perdeuAm/G D/F# D7 G Encontra-se uma gente reunida, a espera de um chamado de seu DeusG° G G7 C Perfumes de bom fumo amarelido, paredes com suas almas penduradasD7 G° G C D7 G Paciências de um lugar envelhecido, e uma coragem de quem não tem nadaD7 G Apeia um forasteiro: o que é da vida responde o bolicheiro: está cansadaG7 C A7 D7 A gente de bombacha anda esquecida desiludida nos beirões da estradaG E7 Am Buscamos nossa terra prometida um mundo pras crianças e pros velhosD7 G C D7 G O sul que nós sonhamos onde a vida devolva o que branqueou nossos cabelosD7 G E7 Am Mas cada ano a seca de janeiro, precede um novo inverno de asperezasB7 Em C A7 D7 Parece que o destino do campeiro não pode pedir mais que pão na mesaB7 Em E7 Am E aos poucos, o que diz o bolicheiro se multiplica em vozes pelo arC D7 G° G C D7 G E volta a se calar o forasteiro, junta o violão no peito pra cantarD7 G E7 Am Já vi quase de tudo em minha vida, a séculos que ando pela estradaD7 B7 Em C E7 Eb7 D7 Vi a morte sobre a terra prometida, e a vida sobre a terra abandonadaG E7 Am Vi um homem pondo fogo na colheita, enquanto outro semeava num desertoD7 B7 Em C E7 Eb7 D7 Já vi perto o que ontem era um sonho, e longe vi o que sempre fora certoG E7 Am Um povo sonha Deus a sua imagem, e Deus devolve a terra a cada povoD7 B7 Em C E7 Eb7 D7 Moldada no trabalho e na coragem que o povo usou pra levantar o sonhoG G7 C Aqui é nosso inferno e paraíso, a vida é uma planta por cuidarD7 G° G C D7 G A que morrer por ela se preciso, o sul somente o sul pode salvarD7 G E7 Am Assim falou pro povo o forasteiro, depois montou e envolto num clarãoB7 Em C A7 D7 Sumiu emoldurado pela tarde, bem como o sol dissipa a serraçãoB7 Em E7 Am Uns dizem que mais altos que os cerros ele segue abençoando este rincãoC D7 G° G C D7 G Mas muitos acreditam que essa gente ouviu a voz do próprio coraçãoD7 G E7 Am O certo é que um a um se foi às casas, por que havia uma planta por cuidarD7 B7 Em C E7 Eb7 D7 Arar a terra a cada madrugada, para a semente que há de germinarG G7 C O homem faz seu Deus que faz o sonho, um sonho azul maior que este lugarD7 G° G C B7 Am G Na luz que vem dos olhos dessa gente, o sul um dia se iluminará Int.
O Forasteiro
Luiz Marenco
- A7
- Am
- Am/G
- Am7
- B7
- Bbm7
- Bm7
- C
- D/F#
- D7
- E7
- Eb74
- Em
- G
- G7
- G°
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Tono:
- A7
- Am
- Am/G
- Am7
- B7
- Bbm7
- Bm7
- C
- D/F#
- D7
- E7
- Eb74
- Em
- G
- G7
- G°
Composición: Luiz Carlos Borges, Mauro Ferreira y Vinicius Brum
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