Volta Pra Mim

Luiz Marenco

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    Todo poema que escrevo nasce do meio do trevo
    Cresce cheirando a aleli, é potro de saltar em pelo
    É tropa d'onde o sinuelo só sabe voltar pra ti
    É tropa d'onde o sinuelo só sabe voltar pra ti

    Cada poema que eu penso é lenha pra um frio imenso
    Manta de lã encarnada, potro de deixar cinchando
    É um ponteiro chamando ao largo da tua morada
    É um ponteiro chamando ao largo da tua morada

    Desculpa, meu verso é rude
    Nascido em tanta quietude
    De tanto campo sem fim
    Potro de levar de tiro
    Ficou, da tropa, um suspiro
    Escuta e lembra de mim

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    A poesia que eu componho dá pasto para o meu sonho
    Limpa um poço de tapera, potro de pegar no campo
    O meu aboio é o meu canto pra te lembrar como eu era
    O meu aboio é o meu canto pra te lembrar como eu era

    Cada poema que eu faço, meio filho de mormaço
    Meio irmão de cerração, potro manso de garupa
    Boiada pra reculuta extraviada em teu coração
    Boiada pra reculuta extraviada em teu coração

    Perdoa, meu verso é rude
    Nascido em tanta quietude
    Tanta saudade sem fim
    Vem pra me levar de tiro
    O meu poema é um suspiro
    Escuta e volta pra mim

    Perdoa, meu verso é rude, nascido em tanta quietude
    Tanta saudade sem fim, vem pra me levar de tiro
    O meu poema é um suspiro, escuta e volta pra mim
    Escuta e volta pra mim, escuta e volta pra mim

    Song details

    Composition: Sergio Carvalho Pereira and Juliano Gomes

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