A E7 Há muito tempo não vejo um carro de boiD E7 A Nem o carreiro, nem poeira de boiadaE7 Até o rancho de sapé foi demolidoA Onde o caboclo vivia com sua amadaD Só os destroços da porteira encontreiE7 A Isso não passa de uma dor que me consomeE7 O que um dia foi chamado de sertãoA Hoje só resta simplesmente o seu nomeE7 Vai progressoA Deixa a saudade nesse pobre coraçãoE7 Vai progressoA Não vejo mais o que existia no sertãoE7 Deito na rede e fico pensando a vidaD E7 A Me dá tristeza e vontade de chorarE7 Vejo o asfalto que cobre o estradãoA Jamais eu vejo uma boiada ali passarD Não ouço mais o repique de berranteE7 A Nem os peões que outrora conheciE7 De onde veio isso que chama progressoA Com esse golpe francamente eu sentiE7 Vai progressoA Deixa a saudade nesse pobre coraçãoE7 Vai progressoA Não vejo mais o que existia no sertãoE7 Hoje não tenho forças para trabalharD E7 A E nem um filho que possa cuidar de mimE7 Os meus cabelos branquearam com o tempoA Estou prevendo brevemente o meu fimD Nada me resta a não ser essa lembrançaE7 A Como uma folha vou tocado pelo ventoE7 E a herança são as rugas do meu rostoA Que o passado me deixou em fragmentoE7 Vai progressoA Deixa a saudade nesse pobre coraçãoE7 Vai progressoA Não vejo mais o que existia no sertão
Só Tem Nome de Sertão
Luiz Mulato e Mozair
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