Cano no cabeça

Lula Queiroga

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    Pai de família , cumpridor do seu dever
    Atravessando rua escura, prá passar antes na padaria
    E não chegar no seu barraco de mão abanando,
    A patroa esperando, a geladeira vazia
    Após um dia fuderoso de calor humilhante
    Após um ônibus saindo gente peloladrão
    Coincidência ou não, ele avistou o moleque
    Vindo em sua direção
    Ele lembrou que era um sobrinho da vizinha
    Mas ali naquela hora ninguém tinha mais certeza
    Tudo rápido, como num pesadelo,
    O que dizer , o que pensar
    Quando o moleque gritou:
    Passa o relógio
    E o cano na cabeça
    Cano na cabeça

    Coincidência ou não, era o primeiro dia do moleque
    Tava nervoso, tava trêmulo, mas tava ali
    Uma criança na ponta de uma pistola
    Uma maneira diferente de pedir esmola
    O dedo teve medo , o coração disparou
    A bala atravessou o pensamento do coitado
    O moleque se mandou, o pão caiu no chão
    Por um relógio que custou cinco reais
    Agora ali jaz um ex-cidadão

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    Coincidência ou não, um viralata que assistiu a tudo
    Virou de lado e bocejou de sono
    Ele já tava acostumado com o mundo cão

    Cano na cabeça
    O cano na sua cabeça

    Eu quero uma palavra prá te distrair
    Um analgésico prá te aliviar, um palavrão
    Prá te puxar pelos cabelos
    Um despertador prá avisar
    Que o tempo tá correndo)

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    Composición: Luiz Queiroga

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