Realimentação

Lulu Santos

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    O que é escuro
    Aquilo que é inconveniente
    Que fica oculto
    Ou pulsa latente

    O indesejável
    O que é obsceno e doente
    A cara do cão
    O espelho da gente

    As voltas tentando morder o próprio rabo
    O raro é conseguir ver-se, a própria sombra
    Um cágado assando ao sol virado de borco
    As sobras de um urubu de um espírito de porco

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    No fundo do inferno
    Na falta na mais completa ausência
    O que sobrevive
    O mais resistente

    O pântano é rico
    Assim como é rico o esterco
    Quem estiver fraco
    Que se alimente

    Se alimente
    E realimente

    Mas admita você bem que precisa de mim

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    Composition: Lulu Santos

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