Querubim

Lupe de Lupe

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    Houve um tempo, cansado em que vivi
    Fadigado eu cresci
    Houve um dia, marcado no boletim
    Meus amigos que vinham a mim
    E houve então, um murmurio de aprovação
    Mas foi tarde que vi razão
    E se hoje eu sei bem
    Que se os dias morrem
    Meus erros não

    E se quer saber
    Aonde quer que eu vá serei
    Visto perambulando sem nunca chegar
    A entender
    O porque de ser tão tolo ao ponto de achar
    Que vou poder ver
    Que um dia fui feliz e descansar ao alvorecer

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    E essas feridas, tantas
    Já não doem
    Eu nem me importo mais
    E se essa vida avança, os anos correm
    Me deixando pra trás
    E essas feridas, quantas
    Já não doem
    Eu nem reparo mais
    Dou minha face em prantos, que me corroem
    Mas secos, tanto faz
    E essas feridas, santas
    Já não doem
    Eu já não ligo mais
    Que ser reconhecido, sem ser vencido
    Já não consigo mais, não

    Houve um tempo
    Em que o céu era azul pra mim também
    Mas esse tempo
    Rasgado repousa ao fim
    Do martírio que aflige a mim
    E se fosse.o certo, me manteria aberto
    Ao descaso do querubim

    Información de la canción

    Composición: Vitor Brauer

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