Subversivo

Malkin

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    Falando sério eu vou dizer por que eu escrevo
    Eu canto rap que é para sentir menos o peso
    O enredo é o conselho pros manos se guiar
    Cantado daquele jeito ó não deixe o beat parar

    Pra denunciar a corrupção do país
    Ou pra alertar a não votar nesses partidos infelizes que
    Querem arrancar nossas raízes que
    Quer nos tornar invisíveis, don’t take easy

    O dia a dia se transforma em letra de rap
    Que na batida irradia como flow dos moleques

    De snap back o cap no estilo, no gap do gueto
    Aquece o beat que o rap é os dreads do povo preto
    Como cães que ladram quando alguém invade a casa
    Não podemos nos calar lutamos pela mesma causa

    Se eles querem a guerra já estamos nela
    Se eles querem a paz nós é que queremos mais
    A batalha é a vera agora já era
    Vamos mostrar que a palavra é viva e eficaz!

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    Mistura inspiração, realidade e convívio
    Cultura, informação, comunidade eu vivo
    Por isso sempre harmonizo os versos na melodia
    O que eles marginalizam eu chamo de poesia

    Subversivo pela pista meu ponto de vista
    Na ponta do lápis lapidação do refrão
    Mentes criativas objetivam frases subjetivas
    Que viram liberdade em forma de expressão!

    Desmascarando a política, a corrupta polícia
    Há 27 anos contrariando as estatísticas
    A crítica alimenta meu sonho, da verdade eu sou o sinônimo
    Por isso sempre me julgam pelo meu pseudônimo

    Na mente vazia tudo se cria tudo se encaixa
    Poluem com outro idioma e muitos riem acham graça
    Talvez as minhas palavras possam lhe causar sequelas
    Porque desperta, liberta ela é a voz da favela

    O movimento é forte sempre presente socorro
    Representa a família depoimento do morro

    Não fique ai parado se queixando da injustiça
    Enquanto desviam a verba prA uma conta na suíça
    O rap é nossa chave pra libertar essas mentes
    Que se acomoda e não se importa com o futuro da gente

    A liberdade de expressão já não é mais o problema
    Mas expressar a liberdade aí que tá o dilema
    Porque não é um som da moda, pois não há mais tolerância
    Eu rimo em cima das notas si mi fá lá si dissonância

    Eu quero aquela vacina que conscientiza e cura
    Essa é a minha sina que chamam de loucura
    No asfalto na pista no morro e na rua
    Vou versar, Compor ternura

    Subversivo pela pista meu ponto de vista
    Na ponta do lápis lapidação do refrão
    Mentes criativas objetivam frases subjetivas
    Que viram liberdade em forma de expressão!

    Información de la canción

    Composición: Wellington Costa

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