Cotidiano de Uma Nação

Mano Mar

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    Uma par de mano, jogado, largado
    O ferro na mão de uns passa ser o caminho mais fácil
    Não seja otário parceiro, se ligue na cena preste atenção
    Olhe o mundo em sua volta amplie o horizonte da sua visão

    Não tô viajando não a cena é triste meu irmão
    Enquanto uns te dão a mão, outros te jogam no chão
    A tia que pede comida e você que passa batido
    No centro um viciado é tratado como lixo

    No céu estrelado olha os traçastes que dão mais brilho
    Mais um inocente por bala perdida atingido
    Nessa guerra que não acaba, leva pro PS ele está vivo
    Demorou pra ser atendido pro enterro chame os amigos

    Estude meu filho por que a vida não é fácil
    Trabalhamos o dia todo pra poder te dar o básico
    Faço minhas palavras de um antigo ditado
    Aquele não ouve conselhos no futuro ouve coitado

    É triste ver tantos jovens alienados
    Vibrado em modinhas e com seu futuro faz pouco caso
    Não quer saber de estudo que a muito está abandonado
    Será lembrado por muitos não pela vitória mais pelo fracasso

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    No passado os caras pintadas que o sistema que nada mudou
    Hoje ouvimos frases de efeito eu acredito, o gigante acordou
    Não espere do governo honestidade e lealdade
    Enquanto sua indignação for menor do que a metade

    O mundo ta girando e você refém da alienação
    Seja pela internet, radio ou televisão
    Cadê seu o senso crítico e a sua própria opinião?
    Já era, perdeu, não esboça se quer uma reação

    O Salve geral, São Paulo parou a fita é mil grau
    A PF avisou, não é não é videogame é vida real
    Na sala de situação muita tensão desespero total
    67 presídios tomados numa Guerra estrutural

    Mais de 400 mortes após os ataques em São Paulo
    Índio é queimado vivo em Brasília
    Grávida morre em assalto
    Essa guerra foi inicia bem antes de você nascer
    As chibatadas no passado só fizeram o ódio crescer

    Tem racismo incorporado nas políticas de Estado
    O assistencialismo é dado pra fazer você de escravo
    Observe ao seu lado verás não estou enganado
    Não passo pano pra ladrão nem pra político safado

    No Congresso o descaso, mandato após mandato
    Vi senador pedido até uma intervenção no Estado
    E você ta fazendo o que panguando na situação
    Quer ditadura de novo por que não vê solução?

    Já disse e repito que educação é a salvação
    Mas prefere ao jogo sujo de vermes do alto escalão
    São tantas coisas acontecendo no cotidiano da nação
    Só mesmo Deus pra intervir porque não vejo solução

    Información de la canción

    Composición: Mano Mar

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