Nunca Parto Inteiramente

Manuel Paulo

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    Nunca parto inteiramente,
    Não me dou à despedida
    As águas vão simplesmente
    Presas à sua nascente
    É do seu modo de vida

    Fica sempre qualquer coisa
    Qualquer coisa por fazer
    Às vezes quase lamento
    Mas são coisas que eu invento
    Com medo de te perder

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    Deixei um livro marcado
    E um vaso de alecrim
    Abri o meu cortinado
    Fiz a cama de lavado
    Para te lembrares de mim

    Nunca parto inteiramente
    Vivo de duas vontades:
    Uma que vai na corrente,
    A outra presa à nascente
    Fica para ter saudades

    Información de la canción

    Composición: Manuel Paulo y Monge Joao

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