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    Embriagado, estatelado num banco do calçadão
    Deito espreguiçado e penso que a vida tanto faz
    Outra garrafa, com razão, pra encher a cara ainda mais
    Cana é muita areia pro meu caminhão

    Cambaleando, enlouquecido, fui parar num bar, doidão
    Abri mais uma exceção
    Quase afogado, ensandecido, derramei tudo
    No colo da mulher por quem já fui apaixonado

    Aliviado, constrangido, fui pedir-lhe meu perdão
    Saio escorraçado, acho que o dono estava bem zangado
    Um pouco à frente, ainda enjoado, repeti a dose, então
    Derrubei os copos e os pratos no chão

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    Tudo rodando, me lembrei que moro em Abolição
    Dirigi na contramão
    Chegando em casa, sem noção
    Surpreendi minha esposa com outra moça que usava o meu roupão
    Eu relaxei e fui dormir com as duas no colchão

    Essa ressaca só me faz achar que a vida a dois empaca
    Quando saio, sempre volto para casa numa maca
    Minha mãe já quis um dia me matar com uma faca
    O problema é que a bebida nunca é fraca

    Nem me pergunto se casar também é um porre pra vocês
    Quase, sim, não ou talvez
    Já desisti de ser feliz só com mulher ou com amante
    Então agora decidi viver a três

    Información de la canción

    Composición: Marcelo Caldi

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