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    Não domo potro senhores
    (Peço que entendam o que falo)
    Domo meus próprios amores
    Para eles não me calo
    Estendo a palavra no canto
    Domador do meu pranto
    Pois o verso é meu cavalo

    Não domo potro senhores
    Nunca lidei com a potrada
    Não galopo em corredores
    (Levando o pó das estradas)
    Nunca encilhei redomão
    Nem sustentei no tirão
    Os potros de boca atada

    Eu apenas domo as dores
    Dos meus romances vividos
    Domo sim, meus senhores
    Meu verso potro sentido
    (Meu poema de bridão)
    Galopa por redomão
    No coração estendido

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    Domo a dor dos meus amores
    (Sem andar de boca atada)
    Domador, sim meus senhores
    Das noites enluaradas
    Da palavra fiz meu canto
    Curando as dores do pranto
    Nos romances das estradas

    Vou domando meus amores
    Sem saber ser domador
    Quem amansa desamores
    Por certo já doma a dor
    Eu encilho meus encantos
    Pra galopar noutro canto
    Meu potro manso de amor

    Depois do verso domado
    No corredor estendido
    O coração estradeado
    D’algum poema perdido
    (Eu retorno cantador)
    Para encilhar o amor
    No meu romance sentido

    Eu domo amores senhores
    (Romance estes que falo)
    Amanso meus desamores
    Meu canto potro, não calo
    Galopando o amor no canto
    Domo a dor do meu pranto
    Meu verso bem a cavalo

    Song details

    Composition: Marcelo Oliveira and Lisandro Simoes

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