E|-12-11-9--12-11-9--12-11-9--12-11-9-------9--14-12-11--14-12-11--14-12-11--14-12-11--16-14- B|------------------------------------10-12-------------------------------------------------- G|------------------------------------------------------------------------------------------- D|------------------------------------------------------------------------------------------- A|------------------------------------------------------------------------------------------- E|------------------------------------------------------------------------------------------- E|12| B|--| G|--| D|--| A|--| E|--|E Cada palavra que eu canto tem cheiro de terra e pastoF#m E a melodia dos bastos num doradilho estreleiroB7 A Rimo carona e baixeiro, com pêlo e lombo suadoF#m B7 E assino o nome do lado, com um par de espora campeiro...E Ajeito um toso na crina, na cola só aparo "as ponta"F#m E a tradição já me aponta que eu ate de quatro galhoB7 A Pra mim nem é mais trabalho, as madrugadas de encilhaF#m B7 Quem bem cedo se enforquilha, acha melhor os atalho...E F#m Sou verseador de campanha, tenho a palavra ligeiraB7 E B7 E um sotaque de fronteira, cinchado de argumentoE F#m Eu me afino qual tento, quando a cordeona se assanhaB7 E B7 Ainda mais se uma canha, adoça o meu pensamento...E De à muito venho cantando aquilo que sei e pensoF#m Não sei se a cor do meu lenço, rima com a boina tapeadaB7 A Meu lápis ponta quebrada, já fez mil versos de amorF#m B7 Me garanto verseador, me aponto e volto pra estrada.E Eu li num livro estes dias, umas palavras bonitasF#m E atei com laço de fita pra entregar pra minha prendaB7 A Nestes versos de encomenda deixei um beijo pra elaF#m B7 Que me acenou da cancela, quando eu chegava na venda.E F#m Por este mundo de Deus, já cruzei tanta bibocaB7 E B7 Que vez em quando alguém toca meus versos n'algum galpãoE F#m Escuto o som de um violão dedilhando só nas primaB7 E B7 E vou encordoando as rima, pra o causo de um milongão...
Verseador
Marcelo Oliveira
- A
- B7
- E
- F#m
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