O Astronauta
Marco Aton
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Quando eu for um astronauta
Quero estar de bem comigo
Quero dar tantas voltas
Ao redor do meu umbigo
Sem medo de cair no abismo
Girando sobre o precipício
Centrado no infinito ambíguo
Mirando o céu desconhecido
Sem sentir nenhuma falta
Nenhuma corda presa no meu cinto
Concatenando o que da memória
Ainda aflora em busca de sentido
Em meu silêncio jamais ouvido
Supersõnico silêncio
Rasgando a escuridão em inequívocos
Pensamentos são quase gritos de tão intensos
Tão expressivos a terra e o sol girando num solstício
Eu nada esperando nem resistindo
Só o que nada sou e nada mais que isso
Nada mais preciso
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Apenas eu
O som do início
Eu
O coração conciso
Eu
O som do início
Eu
O coração conciso