Bailado Das Folhas

Marco Oliveira

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    Foi numa pálida manhã de outono
    Soturna como a cela dum convento
    Que num vetusto parque ao abandono
    Dei largas ao meu louco pensamento

    Cortava o espaço a lâmina de frio
    Que impunemente as nossas carnes corta
    E o vento num constante desvario
    Despia as árvores da folhagem morta

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    Folhas mirradas como pergaminhos
    Soltas ao vento como os versos meus
    Bailavam loucamente pelos caminhos
    Como farrapos a dizer adeus

    Das débeis folhas lamentei a sorte
    Mas reflecti depois de estar sereno
    Que bailar à mercê de quem é forte
    É sempre a sina de quem é pequeno

    Desde então, meu pobre pensamento
    Fugiu para não bailar ao abandono
    Como a folhagem que bailava ao vento
    Naquela pálida manhã de outono

    Información de la canción

    Composición: José Mário Branco y Henrique Rego

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