Do Cais
Marco Oliveira
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Do cais, partiram os navios
Onde eu quis ir sempre
E nunca fui
No jardim, morreram as flores
Que o meu olhar só beijou
Através das grades brancas
E pelos caminhos
Passaram por mim
Sem olharem para trás uma só vez
Todos que tinham pressa de chegar
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Só eu fui devagar
Cada vez mais devagar
Quanto mais perto estava
A desejar, as flores que morriam
Por detrás das grades brancas
Os navios que partiam
Envolvidos na bruma
E os caminhos, nunca percorridos
Só eu fui devagar