Psico Não É Lógico

Marezia-99

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    Quero um verso forte, café
    Me da um beat, que faço um bico
    Orelhada furada, nem tô de brinco
    Os anos passam, tô mais psico
    Nunca fui profissional, precisava ficar rico
    Só que existe algo mais místico
    Misturo doença com cura
    Na melhora que só piora, ignorei a bula
    Ás vezes preciso ser ignorante
    Tem gente que só respeita quando ver um diamante
    Detalhe que cega um insignificante
    Eu sou outro só que de olho aberto
    Amante das poesias errantes
    Que se desprendem dos objetos
    Genialidade não morre por conta dos dialetos!
    Não ganhamos arte, elas nos adotou
    Adorou meu jazz, sério pô
    Cuidado ao pagar de esperto
    Afinal, o mundo é um moinho
    Vou fazer meu gol

    Amargo toda vida tipo boldo
    Sem açúcar, eu sigo sem doce
    Sem psicológico, sou psico, né?
    Na caneta psicopata
    Preciso digerir meu cansaço
    Mudar de vida, morar numa praia
    Agarrado na bunda da preta mais linda
    Me dedicar ao ratazana cansada
    Café sem açúcar, psico né?
    Na caneta psicopata
    Nego, eu te digo não mexe comigo
    A dias não durmo, minha mente não para
    Meus versos te cortam igual navalha
    Pergunta pra rita que entende de faca
    Eu vim do bueiro obscuro
    Me alimento de almas
    Um rato fantasma

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    O suor de uma mãe poucas vezes reparado
    Os filhos só de mãe, poucas vezes preparados
    Sonhos e realidade se mantem separados
    O que sobra-me fazer?
    Umas letras inspirados
    Mas faz tanto tempo, vida escorre aos olhos
    Sensação de sempre estar preso em um mar de monstros
    E com a realidade, sempre me chocar eu encosto
    Em muros altos e com a frustração marcar encontros
    Se eu me perco no que fui, tentando ser o que não sou

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