Maldição

Maria Bethânia

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    Maldição (fado)

    Que destino, ou maldição
    Manda em nós, meu coração?
    Um do outro assim perdido,
    Somos dois gritos calados,
    Dois fados desencontrados,
    Dois amantes desunidos.

    Por ti sofro e vou morrendo,
    Não te encontro, nem te entendo,
    A mim odeio sem razão:
    Coração... quando te cansas
    Das nossas mortas esperanças,
    Quando paras, coração?

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    Nesta luta, esta agonia,
    Canto e choro todo dia,
    Sou feliz e desgraçada.
    Que sina a tua, meu peito,
    Que nunca estás satisfeito,
    Que dás tudo... e não tens nada.

    Na gelada solidão,
    Que tu me dás coração,
    Não é vida nem é morte:
    É lucidez, desatino,
    De ler no próprio destino
    sem poder mudar-lhe a sorte...

    Información de la canción

    Composición: Alfredo Duarte y Alcantara Augusto

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