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    Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou
    Com uma carta na mão
    Ante surpresa tão rude
    Nem sei como pude chegar ao portão

    Lendo o envelope bonito
    O seu sobrescrito eu reconheci
    A mesma caligrafia que me disse um dia
    Estou farto de ti

    Porém, não tive coragem de abrir a mensagem
    Porque, na incerteza, eu meditava, dizia
    Será de alegria ou será de tristeza?
    Quanta verdade tristonha ou mentira risonha
    Uma carta nos traz
    E assim, pensando, rasguei sua carta e queimei
    Para não sofrer mais

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    Todas as cartas de amor são ridículas
    Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas
    Também escrevi, no meu tempo
    Cartas de amor como as outras, ridículas
    As cartas de amor, se há amor, têm que ser ridículas

    Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso
    Cartas de amor ridículas
    Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
    É que são ridículas

    Porém, não tive coragem de abrir a mensagem
    Porque, na incerteza, eu meditava, dizia
    Será de alegria ou será de tristeza?
    Quanta verdade tristonha ou mentira risonha
    Uma carta nos traz
    Assim, pensando, rasguei sua carta e queimei
    Para não sofrer mais

    Song details

    Composition: Aldo Cabral and Cicero Nunes

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