Jeito de Mato

Marília Mendonça

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    De onde é que vem esses olhos tão tristes?
    Vem da campina onde o Sol se deita
    Do regalo de terra que o teu dorso ajeita
    E dorme serena
    No sereno, sonha

    De onde é que salta essa voz tão risonha?
    Da chuva que teima, mas o céu rejeita
    Do mato, do medo, da perda tristonha
    Mas que o Sol resgata
    Arde e deleita

    Há uma estrada de pedra que passa na fazenda
    É teu destino, é tua senda
    Onde nascem tuas canções
    As tempestades do tempo que marcam tua história
    Fogo que queima na memória
    E acende os corações

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    Sim, dos teus pés na terra nascem flores
    A tua voz macia aplaca as dores
    E espalha cores vivas pelo ar
    Ah-ah-ah-ah
    Sim, dos teus olhos saem cachoeiras
    Sete lagoas, mel e brincadeiras
    Espumas, ondas, águas do teu mar
    Ah-ah-ah, ê-laiá

    Há uma estrada de pedra que passa na fazenda
    É teu destino, é tua senda
    Onde nascem tuas canções
    As tempestades do tempo que marcam tua história
    Fogo que queima na memória
    E acende os corações

    Sim, dos teus pés na terra nascem flores
    A tua voz macia aplaca as dores
    E espalha cores vivas pelo ar
    Ah-ah-ah-ah
    Sim, dos teus olhos saem cachoeiras
    Sete lagoas, mel e brincadeiras
    Espumas, ondas, águas do teu mar
    Ah-ah-ah, ê-laiá

    De onde é que vem esses olhos tão tristes?
    Vem da campina onde o Sol se deita
    De onde é que salta essa voz tão risonha?
    Dorme serena
    No sereno, sonha

    Dorme serena e sonha

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