Menino de Sorte

Martins Pescador

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    Passava estrada no meio do sítio onde eu morava
    Fui menino da porteira e abria pra quem passava
    Também ganhava moeda, também saía pulando
    Transportando a boiada, um carreteiro passava

    Naquele sertão afora ia embora buzinando
    Ouvi tanto uma história das bandas de ouro fino
    Talvez eu tivesse a sina que teve aquele menino
    Mas o progresso chegou e mudou o meu destino

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    Em meu tempo de criança, vi muitas coisas mudada
    Não ouvi tocar berrante, e nunca me vi na frente
    De um estouro de boiada
    Tive uma sorte danada

    Em meu tempo de criança, vi muitas coisas mudada
    Nunca ouvi tocar berrante, mas nunca me vi na frente
    De um estouro de boiada
    Tive uma sorte danada
    Pois nunca me vi na frente
    De um estouro de boiada

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